2016 - Costa Sul - Cruzeiros - Eventos - ABVC
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2016

CCS-2016-horizontal

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Paraty a Florianópolis

De 14 de fevereiro a 03 de março de 2016

Leia o resumo da viagem e veja as fotos

(atualizado até 3/03)

O 5º Cruzeiro Costa Sul (CCS), edição 2016, é uma navegação em flotilha de veleiros que percorre o litoral, baias e canais de Paraty a Florianópolis, com paradas programadas para Ilhabela, Santos, Cananéia, Maruja (Cananéia), Ariri (Cananéia), Barbados ou Bertioga (Guaraqueçaba), Antonina, Vila das Peças (Guaraqueçaba), São Francisco do Sul, Itajaí e Jurerê (Florianópolis).

O principal objetivo é apresentar aos velejadores alguns roteiros e regiões de ancoragem ao longo deste maravilhoso trecho do litoral brasileiro.

Os participantes podem se integrar ao Cruzeiro em qualquer uma de suas paradas.

O Lagamar e o Canal do Varadouro

Nesta 5ª edição, o CCS irá fazer um novo roteiro na região de águas abrigadas do Lagamar (Complexo Estuarino Lagunar de Iguape-Cananéia-Paranaguá), onde se situa o Canal do Varadouro. Esta região contém ecossistemas altamente preservados e protegidos em áreas de preservação ambiental (APAs) e parques.

As cidades de Cananéia e Antonina ainda preservam edificações históricas com estilos arquitetônicos desde o período colonial até o final do século XIX. Outro destaque desta região é a gastronomia, com predominância de pratos a base de frutos do mar, com destaque às ostras, plantadas ou colhidas na região. Já na região do Paraná, o estaque é o tradicional barreado.

Além das cidades, a flotilha do CCS irá parar em pequenos vilarejos onde predomina a simplicidade da vida caiçara dos moradores da região.

Mas, a principal atração do Lagamar é a natureza exuberante, nesta que é a região mais preservada da Mata Atlântica: flora, fauna e belezas naturais como praias, rios e cachoeiras.

MapaLagamar

Veleiros com calado maior que 1,80 metros não passam pelo Canal do Varadouro e, neste trecho, seguirão por mar aberto até a Vila das Peças via Canal da Galheta, de onde se juntarão novamente à Flotilha.

A Baia da Babitonga

Já em Santa Catarina, a flotilha do CCS irá adentrar na Baia da Babitonga e ancorar em São Francisco do Sul junto ao centro histórico da cidade. Além da beleza do centro histórico, São Francisco do Sul conta com opções culturais como o Museu Nacional do Mar, o Museu Histórico, Museu de Arte Sacra e o Forte Marechal Luz.

O Forte Marechal Luz foi inaugurado no dia 21 de dezembro de 1915 para defender de invasores estrangeiros.

FotoForteMarechalLuz-v2

O Museu Nacional do Mar conta com incrível acervo, principalmente de embarcações. Entre as peças disponíveis à visitação do público, estão mais de 91 barcos em tamanho natural e cerca de 150 peças de modelismo e artesanato naval.

Itajaí

Em Itajaí a flotilha ficará atracada na moderna Marina Itajaí, recém inaugurada no final do ano. A Marina de Itajaí fica localizada no Saco da Fazenda, uma região privilegiada próximo ao Centro e à Avenida Beira-Rio, a via Gastronômica de Itajaí, com calçadação e ladeada por restaurantes e bares. 

Programação

A programação apresentada a seguir é somente para referência. As datas e horários podem ser alterados em função das condições do tempo e do mar. Etapas podem também ser canceladas.

Navegação                                                 Partida           Chegada        Distância

Paraty - Ilhabela                                           14/02               15/02               75 Mn

Ilhabela - Santos                                          17/02               17/02               60 Mn

Santos – Ilha do Bom Abrigo                         19/02               20/02               110 Mn

Ilha do Bom Abrigo – Cananéia                      20/02               20/02               10 Mn

Cananéia – Marujá                                        21/02               21/02               20 Mn

Marujá – Ariri                                               22/02               22/02               03 Mn

Ariri – Barbados/Bertioga                              22/02               22/02               19 Mn

Barbados/Bertioga – Antonina                       23/02               23/02               35 Mn

Antonina – Vila das Peças                             24/02               24/02               23 Mn

Vila das Peças – São Francisco do Sul            25/02               25/02               60 Mn

São Francisco do Sul – Itajaí                         27/02               27/02               60 Mn

Itajaí – Jurerê  (Florianópolis)                        01/03               01/03               35 Mn

Documentação

Inscrição

Antes de proceder a inscrição leia atentamente o Regulamento do Cruzeiro.

Os valores das inscrições por comandante/tripulante são:

  • Até dia 01/fev: R$ 180,00
  • Após dia 01/fev: R$ 250,00

Agora é possível realizar o pagamento via boleto bancário ou cartão de crédito através do PagSeguro.

  • Inscrição de veleiro e tripulantes
  • Inscrição de tripulante avulso

Apoio

O Cruzeiro Costa Sul conta com o apoio indispensável das seguintes entidades:

  • Marina Farol de Paraty
  • Iate Clube de Santos 
  • Centro Náutico de Cananéia
  • Clube Náutico de Antonina
  • Museu Nacional do Mar
  • Marina Itajaí
  • Iate Clube de Santa Catarina - Veleiros da Ilha

Participantes

Veleiro Comandante Ponto de partida
Adhara Fernando D. Campello Santos
Almanaque Leonel F. Filho Paraty
BLU II Claudio Renaud Paraty
Blues Ciro Rossetti Ubatuba
Caroll Raimundo N. do Nascinento Ilhabela
Despacito Ralf R. Merschmann Ubatuba
Enza Paolo Mandala Paraty
Fisker Antonio K. de Carvalho Paraty
Fratelli Marcelo Damini Santos
Horizontes Paulko Arruda Paraty
Mangareva Olivio Stevanato Paraty
My Way Newton Gomes Santos
Queen Maud Elias A. de Jesus Paraty
Tonaboa I Paulo Voinschi Paraty

 

 14/02/2016 (Dom) - Paraty:

O Cruzeiro Costal Sul 2016 começou com a reunião dos comandantes (com as suas tripulações) na Marina Farol de Paraty, seguida de um delicioso jantar (salada, peixe com camarão e acompanhamentos).

reuniao_1

 

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A parte da flotilha que saia de Paraty zarpou pontualmente às 22h00, a motor pois como de costume o único vento que soprava era o de porão.

15/02/2016 (2a) - Ihabela:

A flotilha chegou em Ilhabela a partir das 10h00, dividida entre os veleiros maiores que ficaram no Iate Clube de Santos - subsede Ilhabela e os outros que ficaram no Pindá Iate Clube. Com os barcos bem apoitados, algumas tripulações foram almoçar no restaurante do Pindá.

A título de exemplo de colaboração entre barcos num cruzeiro ABVC, dois veleiros ficaram sem piloto de roda pelo mesmo motivo: correia rompida, o Horizontes e o Enza. O Horizontes já tinha uma correia encomendada e uma outra que era um pouco maior e não servia. Por sorte deu certo para o piloto  do Enza, que está agora devendo (mais) uma garrafa de vinho!

O veleiro Tonaboa I chegou no fim da tarde pois havia saido mais tarde de Paraty. Chegou 5 minutos antes de uma chuva torrencial com muito vento, que deixou todos encasulados nas cabines até tarde da noite.

16/02/2016 (3a) - Ilhabela

A flotilha permaneceu em Ilhabela como previsto, aproveitando a vila ou melhor, o espaço deixado pelos turistas de um navio de passageiros. Nosso azar é que era dia de folga de muitos restaurantes e lojas.

À noite tivemos uma pizza assada e servida no Pindá com a participação de todas as tripulações. Terminou relativamente cedo pois a zarpada seria cedo no dia seguinte.

17/02/2016 (4a) - Ilhabela a Santos

Foi feita uma chamada à 6h00 e, evento incomum, todos estavam prontos e zarpamos pontualmente a 6h30 com destino a Santos. Passando pela balsa pudemos ver o navio que havia encalhado no temporal de segunda feira.

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A navegada foi tranquila, incialmente sem vento e mar liso. Depois do Montão de Trigo entrou uma leve brisa de SE que ajudou os motores sem no entanto permitir velejar. Os primeiros da flotilha chegaram por volta das 16h00, os últimos a 17h30, atracando na Bacia A do Iate Clube de Santos.

 ICS

                                                        Flotilha atracad no Iate Clube de Santos

18/02/2016 (5a) - Santos

Depois de uma noite quente os comandantes foram fazer a entrada na secretaria e as tripulações aproveitaram o clube e foram fazer suas compras. A saida para Ilha do Bom Abrigo e Cananeia deverá acontecer por volta das 10h00 de amanhã.

19/02/2016 (6a) - Santos a Ilha de Bom Abrigo

Esta perna é a mais longa do Cruzeiro, 110 milhas,  e flotilha ganhou mais um veleiro (Fratelli) para compensar a volta prevista do Blues II. Zarpamos à 10h00 de forma a chegar ao amanhecer.

Inicialmente não havia vento e fomos motorando. A brincadeira foi que se tratava de um "mar de brigadeiro", sem onda e sem vento. Aos poucos uma leve brisa foi aparecendo até que, no meio da tarde, tornou-se possível velejar por umas 3 horas, até o vento rondar para frente e cair em intensidade. A flotilha permaneceu junta, cerca de uma hora separando os da frente dos de trás.

veleiros passado perto da Ilha Queimada Pequena
                             Veleiros passando perto da Ilha Queimada Pequena


O passeio foi interrompido pela comunicação de que o Fisker, fazendo jus a seu nome, havia fisgado um bonito de 15kg, que foi fotografado, filmado e devolvido ao mar depois de discussões sobre a forma de aproveitá-lo: se quem pescou achava que o peixe não eram bom para cozinhar, outros recomendavam fortemente seu consumo em sashimi. O que sobrou nos bastidores foi a questão dos 15kg... sem balança?

Anoiteceu e o resto da navegação foi iluminado pela lua, até chegarmos na Ilha do Bom Abrigo, la pelas 6h00. Todos ancoraram e foram dormir, com mar calmo.


Flotilha ancorada em Bom Abrigo
                                                           Flotilha ancorada em Bom Abrigo

20/02/2016 (Sab) - Ilha de Bom Abrigo a Cananeia


CCS saindo de Bom Abrigo
                                          Flotilha saindo de Bom Abrigo rumo a Cananéia

Após poucas horas de sono saimos com destino a Cananeia. O ponto alto do percurso, que na realidade é um ponto baixo, é passar a barra, sempre impressionante por causa das ondas que quebram nos baixios e a profundidade que varia meio que de repente mas não foi menor que uns 3m. A entrada foi feita com a maré crescente, o que gera velocidades altas.

cananeia
                                                     Passando pela barra de Cananeia

A flotilha ancorou frente ao Centro Náutico de Cananeia, onde uma canoa de deliciosas ostras esperava os velejadores. Encontramos também a tripulação do veleiro Adhara que veio de Florianópolis para juntar-se ao Cruzeiro e havia chegado dois dias antes.

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                                                                              Canoa de ostras

Algumas tripulações foram almoçar na cidade, enquanto a maré virava para vazante e os barcos também. Na volta, alguns veleiros não estavam bem onde haviam sido deixados e teve um certo corre-corre cuja consequência foi uma flotilha melhor ancorada e bem mais espaçada (e agora mais experimentada). O rearranjo foi seguido de uma reunião dos comandantes e distribuição das flâmulas ABVC.

21/02/2016 (Sab) - Cananeia-Marujá

A flotilha zarpou às 9h00 após a noite mais longa do ano (fim do horário de verão), com destino a Marujá, Ilha do Cardoso. 3 veleiros (Queen Maud, Fisker e Mandareva) foram "por fora" por causa do calado e deverão encontrar o resto da flotilha na Ilha das Peças daqui 2 dias. A saida foi debaixo de uma intensa chuva que durou até chegarmos no inicio dos canais, cerca de uma hora.

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                                             Flotilha engtrando no canal indo ao Varadouro

Paisagem linda, água calma  apenas perturbada seriamente pela passagem de um grupo de jetskis alucinados, um deles com duas crianças pequenas sanduichando o pai. Ah, sim, e algumas lanchas. Mas passam tão rápido que são logo esquecidas e a paz do mangue é logo reestabelecida. Tivemos o primeiro encalhe, patrocinado pelo Caroll. Mas amanhã deve ter mais...

Chegamos a Marujá onde ancoramos. Quase todos desceram para almoçar no restaurante. O almoço foi seguido por uma passeio até o mar aberto, a uns 300m do outro lado da Ilha do Cardoso. Praia de areia dura de onde se avista a ilha de Bom Abrigo e onde quebram ondas grandes que atrairam 5 dos valentes velejadores. De fato a água estava bem quente. Voltamos ao restaurante para cafés, alimentar os borrachudos e tomar banho  frio ou quente (R$5). Em seguida foi realizada a reunião dos comandantes para definir a perna mais delicada, de amanhã.

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                               Praia da Ilha do Cardoso com a Ilha de Bom Abrigo visível no fundo

22/02/2016 (2a) - Marujá a Barbados

Como esta perna corresponde à passagem pelo Varadouro, saimos de forma a passar os pontos mais rasos logo antes da maré cheia. Saimos às 10h00 e fomos até a vila do Ariri onde almoçamos e fizemos algumas compras. Uma das especialidades é a pinga de Cataia e a correpondente caipirinha.

Ariri

                                                                  Flotilha zarpando de Ariri

Seguimos, entrando finalmente no canal do Varadouro, um trecho reto cavado à mão. No ponto crítico houve o encalhe rápido do BLU, que assim serviu de balisa para a flotilha passar. Uma pena foi a chuva leve que acompanhou a flotilha boa parte do viagem. No entanto, ela não impediu as mutucas de invadirem as embarcações.

chuva canal

A saida do canal foi sem problemas e a flotilha seguiu para a comunidade de Barbados, na ilha de Superagüí, onde fundeou. A maioria desembarcou para jantar no restaurante do Antonio Lopes, onde foi servida uma quantidade imensa de comida: arros, feijão, camarão, peixe, carangueijo (com a marreta), ostras escaldadas e frescas, batatas fritas, salada etc. Dificil dizer o que estava melhor!

comida

                   A comida mal cabe na mesa. Em primeiro plano omartelo para abrir os carangueijos

O dono mantém uma pequeo museu com peças de época em que podiam plantar mandioca e fazer farinha para venda:

 mandioca

O desembarque e a volta para os veleiros foi feita por um barqueiro com canoa no estilo tradicional mas feita de fibra de vidro e não de tronco de árvore. Um pouco instável mas ninguém caiu na água.

Barbados

                                                 Canoas de fibra estuilo tradicional em Barbados

23/02/2016 (3a) - Barbados a Antonina

Por volta das 8h00, com a maré começando a encher, saimos de Barbados com destino a Antonina. A rota passou pela parte Norte da Ilha do Mel para recuperar os 3 veleiros que tinham vindo por fora por causa do calado. Até chegar neles, no entanto, o fundo raso na baia dos Pinheiros e adjacências provoucou alguns encalhes, sem maiores consequências que um leve atraso.

A flotilha chegou em Antonina por voltas das 16h00 e foi recebida e guiada por um  barco do Clube Nautico de Antonina até o ancoradouro.

CNA

Todos fundeados, as tripulações foram desembarcadas com os caiques do CNA para um bom banho. À noite quase todos aceitaram a sugestão de ir comer um barreado, especialidade local, no restaurante Casa Verde. Infelizemente estava em falta mas a oferta farta de boa comida apenas empurrou o barreado para amanhã.

Voltamos ao clube onde uma má surpresa nos esperava: maré baixa. Com cota -0.3, a água estava a uns 30m além do flutuante mais afastado, com os caiques no seco. O lado positivo foi dar tempo ao comodoro do CNA, que saiu de Maringá no fim da tarde, chegar para nos encontrar. Foi feita a entrega da placa comemorativa e flâmula da ABVC.

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                                      Caiques do CNA em seco por causa da maré baixa (-0.40)

24/02/2016 (4a) - Antonina a Rio das Peças

O problema de desembarque poderia se repetir de manhã e assim tivemos que cancelar a ida ao restaurante do barreado. A manhã foi utilizada para reabastecer alguns barcos em água e diesel, usando bujões de 20 e 35 litros, um barco de cada vez, assim que a maré permitiu o embarque nos caiques. Vale a pena destacar a acolhida do pessoal do CNA, pronto para receber outro cruzeiro, mas com mais tempo que desta vez.

La pelas 14h30 parte da flotilha seguiu para o Rio das Peças, o resto optou por ficar em Antonina e encontrar a flotilha no canal das Galhetas na manhã seguinte cedo ou ir a Paranaguá abastecer. A motorada foi tranquila, com maré vazante a favor. Ancoramos perto da foz do rio, numa correnteza de mais de 2 nos. Pelo radio, ouvimos que os 3 veleiros que haviam ficado em Antonina estavam a caminho de Encantadas, na ponta Sul da Ilha do Mel. Não vão precisar madrugar!

25/02/2016 (5a) - Rio das Peças a São Francisco do Sul

Zarpamos como previsto, 5h00 da manhã, para uma navegada de 60 milhas. Na saida do canal das Galhetas encontramos o resto da flotilha e seguimos em grupo para São Francisco do Sul, a motor, claro.

Chegamos sem maiores problemas no fim da tarde. A flotilha ancorou nas imediações do Museu Nacional do Mar. A péssima tensa do fundo fez com que as ancoragens fossem repetidas diversas vezes mas no fim todos acharam um lugar onde o ferro unhou a contento. Desembarcamos para uma recepção calorosa da velejadora Marina Buruschi, Coordenadora do Muséu. A ABVC entregou uma placa, flâmula e um radio VHF para que possam comunicar-se com os velejadores que são sempre bem recebidos pelo Museu. Uma forte chuve veio também dar suas boas vindas.

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                               Placa, flâmula e radio VHF sendo entregues ao Museu Nacional do Mar

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                                    Flotilha ancorada frente ao Museu Nacional do Mar (prédio bege)

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                                                     Flotilha vista do Museu (foto de Marina Bruschi)

À noite, depois de um bom banho, boa parte dos velejadores foi jantar no restaurante Porto Mediterraneo. Na volta, houve de certa forma uma repetição de Antonina. Os botes que ficaram no flutuante do museu estavam boiando em poucos centimetros de água e o cais fixo estava a 2m acima da água. Decididamente passar o Varadouro requer uma maré que é exatamente a a ser evitada nas etapas subsequentes! Sem solução. Todos remaram enfiando as pás na lama até chegar em águas livres.

Havia uma barcaça de transporte de passageiros com nome Adhemar de Barros (recem arrematado de Santos), em estado tal que era um milagre estar flutuando, amarrada de tal forma que seu raio de giração passava de 100m embora dava a impressão que estava apoitada curto. Acabou atingindo dois de nossos veleiros, felizmente sem grandes danos mas eles tiveram que mudar de lugar. Ela aparece no canto esquerdo da foto acima.

26/02/2016 (6a) - São Francisco do Sul

Na parte da manhã muitos visitaram o museu, que vale a pena conhecer. À tarde, com o apoio da secretaria de turismo de São Francisco do Sul, visitamos o forte Marechal Luz e as praias em volta. Por um problema de comunicação as vans estavam reservadas para a manhã e não disponíveis para a tarde. Assim, somente conseguimos este passeio graças à boa vontade do pessoal da secretaria, que acabou utilizando seus próprios carros para nos levar. Muito obrigado!

À noite todos foram ao Porto Mediterraneo para uma palestra, seguida de jantar para quem quisesse, tudo organizado pela Marina Bruschi. Contamos com a presença de diversos velejadores de Joinville. Foi muito simpático. Desta vez, os botes ficaram amarrados no flutuante da secretaria de turismo e não encalharam!

palestra no Porto Mediterraneo

                                           Jantar-palestra no Porto Mediterraneo (foto de Marina Bruschi)

27/02/2016 (Sab) - São Francisco do Sul a Itajaí

A flotilha saiu às 5h00 de São Francisco do Sul. Logo depois de zarpar a praticagem nos contactou para avisar que às 6h15 haveria um navio entrando e um outro desatracando para sair, pedindo que a flotilha se mantivesse fora do canal com as boias verdes a bombordo.

As 56 milhas foram feitas basicamente a motor, com poucos momentos de vento suficiente para usar apenas as velas. O vento era entre popa e alheta, um pouco acima de 10 nos e o mar de alheta. A entrada em Itajaí  foi um pouco sofrida, com ondas de Leste entrado no canal por onde saia a maré, o que gerava ondas altas e curtas de alheta.

A entrada da nova Marina Itajaí está bem balizada e não houve maiores problemas para entar salvo para o Queen Maud que tem 2.8m de calado e deu uma encostada no fundo. Quando os últimos estavam atracando uma forte chuva deu as boas vindas. Que conforto poder estar atracado, descer sem bote, ter água e luz! Ah, sim, e chuveiro, banheiro, restaurante, máquina de lavar roupa e secadora... Estamos em boa companhia, com o veleiro Aysso atracado em frente!

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                                                             Parte da flotilha atracada da Marina Itajaí

28/02/2016 (dom) - Itajaí

 Dia livre, muitos aproveitaram para lavar roupa e arrumar o barco, com muita chuva.

 29/02/2016 (2a) - Itajaí

Outro dia livre, desta vez com tempo melhor.

01/03/2016 (3a) - Itajaí a Florianópolis

A flotilha saiu por voltas das 10h30 com destino a Jurerê, Florianópolis, uma perna de 36 milhas, e chegou sem maiores problemas, salvo a tradicional chuva de chegada, no fim da tarde. A motorada foi ajudada um pouco pelo vento que quase permitiu velejar durante a última hora.

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02/03/2016 (4a) - Florianópolis (Jurerê)

Dia livre que foi aproveitado por alguns para turismo e por outros para uma motorada até a sede central o Iate Clube Veleiros da Ilha a fimd e reabastecer. Como sempre, o ponto alto em adrenalina é passar debaixo das pontes. A famosa ponte Hercilio Luz está com reforços na parte central, que baixa um pouco a altura do mastro que pde passar por baixo, embora o limite seja dado pelas outras duas pontes.

À noite foi realizado o jantar de encerramento com a presença do comodoro do Clube, que recebeu camisetas, flâmula ABVC e placa comemorativa. A chuva, que começou no fim da tarde, foi aumentando junto com a amplitude das ondas, requerendo um certo malabarismo para a volta aos barcos mas não houve queda na água. A noite foi muito agitada, com um verdadeiro dilúvio e muito vento. Parece que todo o mau tempo que não tivemos durante o CCS resolveu aparecer quando este terminou!

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                                                         jantar de encerramento no ICVI - Jurerê

03/03/2016 (5a) - Jurerê

Os participantes estão agora discutindo quando iniciarão a volta para suas bases, comparando suas previsões prediletas.




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