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2016

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Descrição do cruzeiro: veja abaixo (atualizada em 27/11/2016)

 

Acontece de 19 a 26 de Novembro de 2016, a 6ª edição do Cruzeiro Costa dos Tamoios, realizada pela ABVC (Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro).

O roteiro envolve a passagem por diversas praias e ilhas, saindo de Ubatuba (SP) com destino a Paraty (RJ), contornando a Ponta da Joatinga, adentrando em Paraty Mirim, Saco do Mamanguá, Ilha da Cotia e encerrando na cidade de Paraty.

O objetivo do Cruzeiro Costa Tamoios é integrar navegadores experientes com aqueles que ainda não realizaram grandes navegadas, e desmistificar a passagem pela Ponta da Joatinga.

O Costa dos Tamoios vem em 2016 se afirmar como um cruzeiro familiar de médio percurso, assim como os Cruzeiros Costa Verde e Costa Fluminense, que se distinguem dos maiores: o Costa Sul vai até Florianópolis e o Costa Leste, até a Bahia.

Com o Costa dos Tamoios, há a possibilidade de conhecer locais e praias do litoral paulista e do carioca, constituindo uma experiência prévia para aqueles que desejam realizar cruzeiros mais longos.

Se está em seus planos sair do pontão, venha navegar conosco no Cruzeiro Costa dos Tamoios 2016!

 

Costa dos Tamoios

 

O nome escolhido para o cruzeiro se refere a uma aliança de povos indígenas do tronco lingüístico tupi que habitavam a costa dos atuais Estados de São Paulo (litoral norte) e Rio de Janeiro (vale do Paraíba fluminense).

Esta aliança, liderada pela tribo Tupinambá, congregava também as tribos Guaianazes e Aimorés. O termo "tamoio" não se trata, portanto de uma única tribo ou nação indígena específica, como muitos pensam. O termo vem de "tamuya", que significa "os anciãos", indicando que eles eram das mais antigas tribos tupis, e os que mais prezavam pelos costumes tradicionais.

 

Programação

19/11  18:30  Reunião de comandantes
 (sabado)  19:00 Palestra
   20:00 Jantar de abertura do Cruzeiro Costa dos Tamoios
20/11  09:00 Largada para a Praia das Cassandocas
 (domingo)  15:00 Saida para a Praia da Fortaleza
    Pernoite
21/11  09:00 Saida para Ilha Anchieta.
 (segunda)   Passeios por trilhas e pontos turísticos
   14:00 Churrasco no quiosque da Ilha Anchieta
    OBS: Os participantes devem levar as carnes, saladas, bebidas e carvão. Será feita uma única mesa para todos
22/11  09:00 Saida para a Praia da Almada
 (terça)   Tarde livre
   19:00 Jantar no Bar do Fernando
    OBS: cada comandante é responsável pelas despesas de sua tripulação
23/11  09:00 Saida para a Ilha das Couves
 (quarta)   Tarde Livre (obs.1)
    Pernoite em Pinciguaba
24/11  07:00 Saida para a Praia Grande de Cajaiba (obs.1)
 (quinta)  14:00 Almoço e visita às cachoeiras
   16:00 Saída para a Ilha da Cotia
25/11  09:00 Saída para o Saco do Mamanguá
 (sexta)  11:00 Passeio nas cachoeiras
   17:00 Retorno à Ilha da Cotia
26/11   09:00 Saída para a Praia do Bom Jardim
 (sabado)  15:00 Acesso à Marina Farol de Paraty
   19:30 Jantar de encerramento

Obs. 1   Dependente de condições meteorológicas favoráveis

 

  1. Regulamento do Cruzeiro Costa dos Tamoios 2016
  2. Programação
  3. Termo de Reponsabilidade
  4. Inscrição de tripulante avulso

 

 

Veleiros inscritos: (atualizado em 16/11/2016)

 

  Veleiro Comandante Status
  ENZA Paolo Mandala  desistente
1 DUSHI Boris Volavicius OK
2 Tiare II Mauricio Antonio Ferreira OK
3 ALMANAQUE Leonel Fernandes Filho OK
4 Devaneio Rio Walter Maia de Almeida Filho OK
5 Aloha I Paulo Roberto Costa Alonso      OK
6 BLU II Claudio Lehmert Renaud OK
  Fernando Ferreira Daltro  desistente
7 JAMBOCK Carlos Antonio Taube OK
8 LIV Nellio Nogueira de Athayde OK
9 DESPACITO Ralf Ribeiro Merschmann OK
10 Allelluia Brasilio de Mello Neto  

 

Relato do Cruzeiro

Sábado 19/11/2016

As condições de mar (aviso de mar grosso e ressaca, além de ventos do setor Oeste) impediram alguns veleiros que vinham de Paraty e Angra de chegarem a Ubatuba para o inicio do Cruzeiro. Devem juntar-se na segunda feira.

Assim, parte dos participantes do Cruzeiro se encontraram no Ubatuba Iate Clube à noite para ouvir a abertura do CCT , seguida de uma palestra do Tio Spinelli sobre manobras de homem ao mar e como locar o barco em capa. Depois da excelente apresentação e a promessa de uma clínica prática na segunda feira na Ilha Anchieta, passamos ao jantar, um simples porém muito bom spagetti aos frutos do mar ou com molho bolonhesa.

Domingo 20/11/2016

4 Veleiros sairam do Saco da Ribeira (Dushi, Tiaré II, Despacito e BLU 2) com destino à praia da Cassandoca e depois Fortaleza. O aviso de ressaca até meia noite era para valer. Assim que saimos do saco, havia onda de 2m ou mais e pouco vento. Deu para velejar um pouco, entre orça folgada e través mas quano o curso foi para Oeste, quase empopada e mar de lado, segumos motorando, subindo e descendo as ondas. A arrebentação na costa e nas lajes era bonita de se ver... de longe. Chegando pertyo da Cassandoca ficou claro que não haveria condições de fundeio nem desembarque e decidimos seguir para a Ilha Anchieta.

Arrebentação  veleiro Despacito  veleiro Dushi  veleiro Tiaré II

Chegamos na Anchieta no inicio da tarde e fundeamos. Mesmo com o mar bastante agitado, a flotilh ficou por la mesmo para a noite pois na segunda está planejado um churrasco (e a prática do Tio Spinelli). O vento estava previsto para NE à noite mas durante a tarde vinha de todos os lados.

Segunda 21/11/2016

A noite foi um pouco chacoalhada mas o balanço foi diminuindo progressivamente. O vento NE mais forte pevisto não apareceu. Durante toda a manhã os participantes foram aos pouco desembarcando com os botes na Ilha Anchieta, com alguns sustos com a pequena arrebentação. Quem não conhecia foi logo passear pelas trilhas, outros foram tomar banho nas bica da praia do Engenho ou encher galões de água nas torneiras. O Allegro chegou com nosso churrasqueiro (apelidado de Pudim), que imediatamente iniciou os trabalhos. Mais tarde veio o Tio Spinelli com o Soneca 2 e finalmente o Devaneio Rio, que chegou de Angra.

O que chama a atenção nesta ilha, além do museu e das ruinas que valem uma visita, é a quantidade de animais selvagens que circulam por ai sem se intimidarem com as pessoas. Capivaras, quatis, cotias, saguís, etc. Tivemos a visita de alguns destes atraidos pelo cheiro da comida. Até um quero-quero ficou entre nossas pernas! Preocupa, no entanto é a drástica diminuição de pessoal efetivo na ilha, que agora fica desguarnecida durante a noite. Aposentados não são substituidos e tudo fica dependendo da boa (excelente) vontade dos 4 que ficam por la durante o dia. Mais um descaso do governo de São Paulo para depois poder justificar uma terceirização?

Bando de capivaras   Quati aguardando nosso lixo  sagui  Inicio do churrasco

O churrasco foi muito bom, a ponto que ninguém teve energia para seguir a clínica proposta pelo Spinelli, uma chance infelizmente desperdiçada.

Soneca chegando a vela

 

Terça 22/22/2016

Parte da flotilha (BLU, Dushi e Despacito) zarpou à 9h00 em ponto rum a Praia da Almada passando por Prumirim. Devaneio Rio sairia mais tarde e Tiarê e Alleluia zarpariam do Saco da Ribeira. Inicialmente velejamos com uma brisa de SSE que foi rodando para popa rasa e baixando para 8 nos, o que implicou no uso do motor até Prumirim quando o vento foi para Sul, 10 a 12 nos e deu uma boa velejada de través orçado.

Almada

Chegamos na Almada e fomos recebidos pelo barco de apoio do restaurante do Fernando (bar da Almada) que nos ofereceu poitas. Logo depois o Tiarê chegou e ancorou. Fomos à terra com o apoio e ficamos esperando a chageda do Devaneio Rio belisacndo camar!ões e iscas de peixe. Vida dura! Almoçamos tarde mas bem, o tempo fechou e começou a garoar e a esfriar. Voltamos para os barcos e alguns decidiram ir para a ponta Sul da enseada na intenção de estar mais abrigado pois balançava bastante. Vamos saber se valeu a pena amanhã.

Despacito chegando na Almada  almocando

Quarta 23/11/2016

A flotilha seguiu para a Ilha das Couves, primeira etapa do dia. Com tempo encoberto e um pouco de chuva em certos momentos, poucos desembarcaram na praia, apesar do mar calmo. A (má) surpresa foi encontrar a praia onde haviam sido feitos churrascos em edições anteriores ocupada por um pequeno bar/restaurante. Placas indicavam a proibição de desembarcar com caixas isopor, fazer churrasco, etc. O restaurante em questão tinha a delicadeza de afixar um decreto de 1970 (52.388) assinado pelo então governador Abreu Sodré que listava as proibições no uso das "praias públicas". Sublinharam para destaque do leitor que a permanência de animais e a instalação de acampamentos estavam proibidos. Esqueceram-se, no entanto, de pôr em evidência os items VII e VIII que vinham logo abaixo: proibição do preparo de quaisquer comestíveis e a venda de bebidas alcoólicas. Mais um belo exemplo do costume difundido de selecionar as regras ou leis que nos dão vantagens e ignorar as outras. Os que conhecem esta ilha de muitos anos devem se lembrar de como era deserta, quieta e bela. Só o último adjetivo se aplica agora. Se quiserem desembarcar, há pouco espaço entre a água e a parede erigida para sustentar as placas restritivas.

Ficamos sem nosso churrasco usando as sobras do da Ilha Anchieta.

indo a ilha das couves
Indo à ilha das Couves
ilha das couves
Flotilha na Ilha das Couves

No fim da tarde a flotilha seguiu para Picinguaba onde alguns desembarcaram para jantar ou para carregar água.

pincinguaba
Veleiros em Picinguaba

Quinta 24/11/2016

A maior perna do Cruzeiro, de Picinguaba a Ilha da Cotia, começou cedo. A flotilha zarpou à 7h00, com pouco vento, e foi motorando. O mar estava pouco mexido, céu abrto, um passeio tranquilo a vela e motor. Passamos a ponta da Joatinga sem maiores problemas mas deixamos a parada na Praia Grande de Cajaiba de lado para seguir direto para a Ilha da Cotia, que onde havia apenas dois veleiros, sendo que um logo levantou ferro.

CCT2016_cotia
Veleiros na Ilha da Cotia

Combinamos fazer um churrasco a bordo do Tiaré 2 com as sobras do churrasco da Ilha Anchieta. Com a chegada dos veleiros Gipsy Wind, convidado, e do Almanaque, que se juntou finalmente à flotilha, estávamos em 20 no catamaran, muito confortável e amplo. A churrasqueira, embora pequena para tanta gente, deu conta do recado pilotada pelo Ricardo do BLU 2 e ainda sobrou carne...

Sexta 25/11/2016

A noite na Cotia foi a primeira realmente calma, sem balanço e quase sem vento. A flotilha zarpou para o Saco do Mamanguá com o objetivo de visitar a cachoeira. Seguimos até o fundo do saco mas apenas 4 tripulações (3 botes) seguiram em frente. Verdade que havia um pouco de vento e pequenas ondas vindos da entrada do Saco, o que molhou um pouco quem estava nos botes.

Foi facil achar a entrada do rio. Navegar por ele através do mangue é uma experiência que vale a pena, mesmo quando não se chega à cachoeira. Mas desta vez não teve problema, chegamos ao ponto onde se deixam os botes e a trilha, sugerida pour uma pessoa que estava la, agora segue pela margem esquerda de quem sobe o rio. Há até uma placa indicando "Cachoeira do Rio Grande". O grupo se dividiu em dois, metade foi à cachoeira e outra ficou tomando conta dos botes (no ano anterior a gasiolina dos botes fora furtada...) e depois trocamos.

CCT2016_mam1  CCT2016_mam2

A cachoeira na realidade está mais para uma corredeira com uma grande piscina mas toda esta água fria é uma verdadeira delicia. Voltamos, agora contra o vento. Conduzida pela tripulação do Dushi a flotilha seguiu para o Restaurante das Ostras, na margem norte do saco na altura da Ilha Grande, onde almoçamos camarão, peixe, arroz, feijão e mandioca frita. Seguimos depois para a Cotia, que já  estava cheia de veleiros e lancha, para um pernoite tranquilo.

CCT2016_mam3  CCT2016_mam4

Sábado 26/11/2016

No fim da manhã zarpamos para a Enseada do Bom Jardim, depois de uma longa discussão sobre onde seria já que havia 3 versões do local: a oficial da carta, a usada por muitos velejadores e a suposta pelo comodoro. Finalmente foi decidido ir à oficial. Lindo lugar! Almoçamos relativamente tarde e depois seguimos para a marina Farol de Paraty onde seria realizado o jantar de encerramento. A flotilha ancorou perto da marina, que ofereceu o transporte para a terra e, o mais desejado, banho para todos!

O jantar estava bom e deu conta da fome de todos.

Estava encerrado o sexto Cruzeiro Costa dos tamoios.

 




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