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Forte São João

 Cruzeiro Forte São João

450 anos da Expedição Estácio de Sá

Relatos do cruzeiro? clique aqui.

O Cruzeiro Forte São João tem como objetivo principal a comemoração dos 450 anos da Expedição de Estácio de Sá para o povoamento do Rio de Janeiro.

As atividades incluem um cruzeiro em flotilha de veleiros de Bertioga ao Rio de Janeiro, visitações às fortificações em roteiros histórico-culturais e eventos de confraternização entre os velejadores.

O Cruzeiro Forte São João

O Cruzeiro consiste em uma navegação em flotilha de Bertioga ao Rio de Janeiro, reproduzindo a trajetória que fizeram as embarcações da Expedição de Estácio de Sá em 1565.

A navegação será realizada em duas etapas: a 1ª etapa, de 20 a 22/fev, de Bertioga à Angra dos Reis e a 2ª etapa, 28/fev e 1º/mar, de Angra dos Reis ao Rio de Janeiro. Os participantes do Cruzeiro serão velejadores associados da ABVC e outros interessados inscritos no evento.

Em Bertioga haverá o almoço de abertura do Cruzeiro, visitação ao Forte São João de Bertioga, dentre outros eventos.

Em Ubatuba, está programada uma parada na Ilha Anchieta, com visitação à ilha e churrasco de confraternização entre os velejadores.

No Rio de Janeiro, o Cruzeiro integrará a programação da Fortaleza de São João da Guanabara na comemoração aos 450 anos de fundação do Rio de Janeiro. Os veleiros irão acompanhar pelo mar do evento de abertura das solenidades do dia 1º de março.

No Rio de Janeiro também será divulgado o projeto Roteiros dos Fortes - circuitos turísticos em fortes e fortalezas da Baía da Guanabara (www.roteirosdosfortes.com.br).

A expedição de Estácio de Sá

Para ler um texto preparado pelo Cel. Secomandi sobre o contexto histórico, clique aqui

A expedição de Estácio de Sá partiu do Forte São João de Bertioga rumo ao Rio de Janeiro com o intuito de ocupar a região que estava sob o domínio dos índios e franceses. A chegada foi em 1º de março de 1565 quando foi iniciada a construção do Forte São João da Guanabara, marco da fundação da Cidade do Rio de Janeiro, que comemora no dia 1º de março seus 450 anos.

Forte de São João da Bertioga

O Forte de São João da Bertioga está localizado no Canal de Bertioga, em Bertioga - SP. A sua primeira instalação era uma paliçada e foi construída por Martin Afonso de Souza, em 1532, que partira de Portugal, por ordem do Rei D. João III, comandando a primeira expedição colonizadora ao território brasileiro, e recebeu o nome de São Tiago de Bertioga. O seu objetivo era proteger contra os índios, os quais consideravam os portugueses invasores das suas terras.

Em 1551, os índios atacaram e destruíram a paliçada. O Rei D. João III mandou reconstruir no mesmo local, o que seria a primeira fortaleza real com projeto arquitetônico enviado de Portugal. 

A substituição do nome Forte São Tiago para Forte de São João ocorreu a partir de 1765, devido à presença de uma pequena capela, próxima ao forte, construída em homenagem a São João. Por motivo de uma forte ressaca, os moradores transferiram a imagem de São João, que era abrigada dentro da capela, para dentro do Forte de São Tiago. Desde então, os moradores da região passaram a se referir ao forte que abrigava o santo pelo seu nome. Assim, o forte que era denominado São Tiago, passou a ser intitulado e conhecido até os dias atuais, como Forte de São João da Bertioga. [Texto adaptado de "Forte São João da Bertioga; PAULO ROBERTO RODRIGUES TEIXEIRA; http://www.funceb.org.br/images/revista/21_2q0t.pdf]

Forte São João de Bertioga.

Fortaleza de São João da Guanabara

A fortaleza de São João da Barra do Rio de Janeiro, também referida como Fortaleza de São João ou Forte São João, localiza-se no lado ocidental da barra da baía da Guanabara, no atual bairro da Urca, na cidade e estado brasileiro do Rio de Janeiro. É atualmente sede do Centro de Capacitação Física do Exército/Fortaleza de São João, unidade do Exército Brasileiro subordinada ao Departamento de Educação e Cultura do Exército (Wikipédia).

A Fortaleza de São João da Guanabara é formada pelos fortes-redutos de São Martinho, São Teodósio, São José e São Diogo. Nesse local, em 1565, Estácio de Sá desembarcou com sua tropa numa praia entre o Pão de Açúcar e o morro Cara de Cão, para reintegrar a ocupação territorial de Portugal, levantando um fortim (http://www.dphcex.ensino.eb.br/?page=de_saojoao). 

Fortaleza de São João da Guanabara (Rio de Janeiro).

 

Programação preliminar

1ª Etapa – de Bertioga a Angra dos Reis

20/fev 11h00 – 11h30 Bertioga: Distribuição dos kits aos participantes.
11h30 – 12h00 Bertioga: Reunião dos comandantes.
12h00 - 14h00 Bertioga: Almoço.
14h00 - 16h30 Bertioga: Visitação e eventos no Forte São João
17h00 Bertioga: Partida dos veleiros de Bertioga rumo a Ubatuba.
21/fev 11h00 Chegada a Ilha Anchieta (Ubatuba)
11h00 – 15h00 Visitação à Ilha Anchieta e churrasco
  Pernoite em Ubatuba
22/fev 04h00 - 15h00 Navegação de Ubatuba a Angra dos Reis

 

 

2ª Etapa – de Angra dos Reis ao Rio de Janeiro

28/fev

09h00 - 10h00

Marina Piratas: Distribuição de Kits (somente para os participantes da 2ª etapa que estiverem na Marina Piratas)

10h00 - 14h00

Navegação de Angra dos Reis à Praia de Palmas Ilha Grande.

15h00

Reunião dos comandantes

15h00

Distribuição de kits (somente para os participantes da 2ª etapa que potarem por ir diretamente para a Praia de Palmas)

Final da tarde

Partida de Ilha Grande ao Rio de Janeiro (horário a ser definido na reunião dos comandantes)

01/mar

06h30

Chegada nas proximidades de Copacabana e Praia Vermelha

07h30

Passagem pelo Morro do Pão de Açúcar aos tiros de canhões.

07h30 - 08h00

Ancoragem na Praia de Fora (antiga Praia Brava), junto à Fortaleza de São João para acompanhar a cerimônia da água. Somente veleiros autorizados.

08h00 - 08h30

Navegação para Praia de Dentro (Marujá) e ancoragem. Somente veleiros autorizados.

09h30 - 09h45

Reunião com participantes do cruzeiro e apoiadores

09h45 - 11h45

Visitação ao Forte São José da Fortaleza de São João.

13h00 - 17h00

Reservado para os participantes da Grand Regatta (Rio de Janeiro)

18h00 - 20h00

Jantar de confraternização

 

 

Observações importantes:

A programação é preliminar e depende das condições de navegação presentes no dia.

Para os veleiros que estiverem em Santos, no dia 20 de manhã haverá uma navegação em flotilha de Santos a Bertioga.

Em Bertioga, nos dias 27 e 28 de fevereiro haverá segurança para as embarcações ancoradas no Canal de Bertioga e para os botes na praia.

O Iate Clube de Santos (ICS), a Marina Piratas e o Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), apoiadores do evento, disponibilizaram vagas para estadia dos veleiros visitantes. As vagas são limitadas. Os detalhes devem ser observados no Regulamento do Cruzeiro.

Dica:

No final de semana seguinte ao Cruzeiro ocorre as regatas de aniversário do ICRJ: monotipos dia 7 de março e oceano dia 8 de março.

Inscrições

Por seu caráter histórico e cultural, além do comandante e tripulantes do veleiro, será permitida também a inscrição de acompanhante com deslocamento por terra. O acompanhante têm direito à participação dos eventos programados nas paradas em Bertioga, Ilha Anchieta e Rio de Janeiro.

Regulamento (V.1.9, atualizado em 10/02/2015 11:11)

Termo de responsabilidade

 

Inscritos até 13/02/3015

Veleiro

Comandante

Etapa 1

Etapa 2

Bepaluhê Paulo Ribeiro - S
Jazz 4 Volnys Bernal S S
Kilimandjaro Philippe Gouffon S S
Mahapá Alain Fresnot - S
Napoleão Mauricio Napoleão - S
Serenata I Helio Solha S S
Triunfo II João Peralta S S
TYR Matheus Eichler - S

 

Relatos e novidades

Primeira etapa

A sexta feira 20/2/2015 foi um dia cheio de atividades relacionadas ao Cruzeiro. Os 4 veleiros que iriam participar da primeira etapa começaram a chegar em Bertioga de manhã cedo e se juntaram ao Malagô que acompanharia a saida para completar as 5 embarcações da expedição de estácio de Sá. As tripulações foram de bote para o local das cerimonias, ao lado do Forte São João. Como a maré estava subindo, os botes foram carregados para a calçada. A prefeitura armou uma tenda onde todos os participantes, alguns políticos e pessoas da cidade ficaram abrigadas do sol.

Com algum atraso em relação ao previsto, foram convidados para o estrado as autoridades presentes e os comandantes dos veleiros, para acompanhar o hino nacional, diversos discursos e a entrega de placas e estatuetas. Tivemos excelentes aulas de história do Brasil, em particular sobre a ocupação da costa entre São Vicente e Recife. Em seguida foi inaugurado um monumento referente à esquadra que saiu há 450 anos e enterrado numa cáspula estanque um pergaminho que os presentes assinaram.

Terminadas as cerimonias, fomos almoçar. Todos? Não, o presidente da ABVC foi levado para uma entreveista que na realidade era um programa ao vido de uma hora. Ficou no sanduiche e nós ficamos coms as deliciosas tainhas. Quem quiser ver e ouvir o programa pode fazê-lo clicando aqui.

La pelas 17h00 veio uma lancha da marinha com um padre a bordo, para abençoar cada um dos veleiros, reproduzindo os gestos tradicionais para proteger a expedição. Apesar dos votos de bons ventos para todos, apenas o Malagô conseguiu aproveitar a leve brisa pois voltou para Santos. Os outros 4 veleiros ligaram o motor e foram navegando contra as ondas e o vento. Uma boa comitiva acompanhou a saida.

Serenata sendo abençoado
A navegação até a Ilha Anchieta, onde a flotilha chegou no fim da manhã, foi tranquila, com pouco vento (contra) e ondas baixas. Com o apoio do pessoal da ABVC em Ubatuba, tivemos um excelente churrasco que só terminou no fim da tarde. A reunião dos comandantes acabou demorando um pouco pois havia um sério problema: a zarpada para Angra estava prevista para 4h00 do domingo mas na noite de sábado a domingo o horário de verão se encerrava. 4h00... no relógio do sábado ou do domingo? Ficou 5h00 no relógio do sábado, 4h00 no do domingo.... Claro, zarpamos às 5h00 no relógio do domingo!

A ida a Angra foi um pouco menos confortável que a vinda a Anchieta: o mar estava mais alto (principalmente na altura da Ponta Negra) e havia um pouco mais de vento de SE e SSE. Ao entrar na Baia de Ilha Grande, o vento apertou (15 nós) mas ficou mais de través e deu para velejar um pouco. Na altura da Gipóia ficou muito forte, próximo de 20 e terminamos a motor, os 3 barcos remanescentes (o Serenata foi direto para Paraty) entrando na marina Piratas juntos, sendo recebidos pelo gerente Ricardo Ermel de braços abertos.

Segunda etapa

Foi combinado que os participantes se encontrariam na enseada de Palmas para uma reunião dos camandantes e saida conjunta no inicio da noite do sábado 28/2. O objetivo era a flotilha chegar perto do forte de Copacabana às 6h30 do domingo, de onde sairia capitaneada pelo Cisno Branco para cruzar o morro da Urca às 7h30 sob tiros de canhão.

Aos poucos chegaram em Palmas os 6 veleiros (Jazz 4, Kilimandjaro, Napoleão, Serenata, Tyr e Triunfo II) confirmados. A reunião aconteceu a bordo do Triunfo II. Saimos por volta das 18h30, o Triunfo II uma hora mais cedo para ir mais devagar.

flotilha_Palmas

O vento sendo do NE, dava para moto-velejar, com ondulação do Sul. Na altura da Laje de Marambaia o Napoleão se enroscou numa rede e, sem motor, ficou velejando até o amanhecer quando, na altura do Recreio dos Bandeirantes, conseguiu livrar-se de parte da rede, o suficiente para poder engatar o motor para frente. Enquanto isto o resto da flotilha, 5 barcos como na expedição original, estava no forte Copacabana. Pontualmente, o Cisne Branco apareceu e nos juntamos. Seguimos para a praia Brava onde deveriam acontecer as solenidades em terra. Com alguns minutos de atraso, os tiros de canhão da terra aconteceram, a "esquadra" apareceu e o Cisne Branco efetuou seus tiros.

seguindo_cisne

Ficamos um tempo perto da praia Brava antes de seguir para a praia de Dentro, onde ancoramos. Todos desembarcaram para uma recepção que foi oferecida aos navegantes. Após sucos, biscoitos e sanduiches, recebemos medalhas comemorativas e a ABVC recebeu uma linda placa. O presidente Volnys por sua vez entregou placas comemorativas. O veleiro Napoleão finalmente apareceu e sua tripulação se juntou ao grupo.

Seguimos para uma visita guiada e muito interessante ao Forte São João e depois para o forte São José. A vista da Guanabara a partir deste último é simplesmente deslumbrante.

Terminada a visita a flotilha se deslocou para o Iate Clube do Rio de Janeiro, onde poitas do lado de fora da piscina haviam sido preparadas para nos receber. Banho, almoço, algum descanso e chegou a hora da confraternização na churrascaria Cruzeiro do Sul. Terminava assim o Cruzeiro Forte São João, o Rio de janeiro havia comemorado os 450 anos da sua fundação com a presença da nossa flotilha.

Diversos filmes e muitas fotos foram feitos pelos participantes, seguem alguns links mas uma busca no youtube vai devolver uma lista bem maior.

Organização

Organizado pela Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro (ABVC) em parceria com a Prefeitura de Bertioga.

               

Apoio

Apoio do Centro de Capacitação Física do Exército – Fortaleza de São João, Marinha do Brasil, Iate Clube de Santos, Marina Piratas / BR Marinas, Marina Bracuhy, Iate Clube do Rio de Janeiro.

                                              Marinha

      ICS-branco    BR-Marinas-v2         ICRJ

 

Colaboradores

O cruzeiro tem a colaboração do Laboratório de Tecnologia de Desenvolvimento Social (LTDS) da COPPE/UFRJ e do ICOFORT-Brasil:

  • LTDS/COPPE/UFRJ: Prof. Roberto Bartholo e Profa. Marisa Egrejas;
  • International Scientific Committee on Fortifications and Military Heritage (ICOFORT) Brasil: Cel. José Claudio dos Santos;

               

O cruzeiro também conta com a colaboração das seguintes pessoas e entidades:

  • Historiadores da Academia Santista de Letras: Cel. Elcio Secomandi e Profa. Dra Clotilde Paul;
  • Sociedade Amigos da Marinha de Santos (SOAMAR Santos): Paulo Medeiros;
  • Instituto Histórico e Geográfico de Santos (IHGS): João Jorge Peralta;
  • Fundação Cultural do Exército Brasileiro (FUNCEB): Cel. Art Ref Elcio Secomandi.

IHGS-cropped                      Soamar2                   FUNCEB  - NOVA FRASE-small




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